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LUZ PARA O MEU CAMINHO E LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS !

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

VERDADES

"Existem verdades que independem da vontade dos outros para existirem, pois elas vem direto do Coração de Deus, para nossas vidas. Quem te julga e avalia é Cristo, e esta verdade, ninguém pode mudar. Quem te chamou foi Cristo e esta verdade, também ninguém poderá mudar.
Agora, as opiniões estabelecidas por pessoas, essas não importam muito, visto que de pessoa para pessoa, estas opiniões divergem, pois são baseadas na opinião particular de cada uma, gerada pelo "mundo" que a cerca e em que ela está inserida.
A única verdade imutável provém de Cristo, que tudo vê, sabe, e contempla, Desta, não podemos escapar. Deus nos conhece por dentro e por fora, e nenhuma verdade "fabricada", poderá sobrepor-se a verdade divina".
Deus vos conceda uma noite abençoada.

Pr. Paulo Nercelhas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O CÚMULO DO DESPREZO, O RUIR DE UM ESTADO.

Notícia velha, é a que se reporta a crise financeira enfrentada pelo Estado do Rio de Janeiro. Crise esta, que gera reflexo em todos os serviços e áreas vitais no atendimento a população.
A Saúde, já em estado terminal, recebeu a pá de cal, com a notícia de que mais uma vez, toneladas de medicamentos e equipamentos médicos se perderam, deterioraram, por falta de cuidado em um depósito situado em Niterói - Rj. Como se já não bastasse a falta de profissionais, da área, e a falta de medicamentos, percebemos que esta falta ocorre não pelo fato dos medicamentos não existirem, mas sim, por terem eles estragados por falta de zelo.
A Educação, fragilizada, beira às portas de mais uma greve de seus profissionais, que sem salários, e condições de trabalho, planejam uma paralisação.
Milhares de alunos da rede estadual tem tido dificuldade em obter  o RIOCARD escolar, porque as escolas não tem acesso a internet. No site supracitado, os alunos recebem a informação de que as unidades escolares tem que enviar o cadastro dos novos alunos, e já as secretarias escolares dizem que os alunos e seus responsáveis é que tem esta obrigação, de se cadastrar e solicitar o serviço. Fato é que esta contradição por qualquer que seja o motivo, só prejudica aos alunos, pois estes ficam sem condição de se locomover para as citadas unidades , na maioria das vezes distantes de sua residência.

No que tange a Segurança Pública, mais um escândalo se materializa, com a morte de dois estrangeiros, um home e uma mulher, encontrados mortos em locais nobres da Cidade do Rio de Janeiro. Se os nativos do estado já não dispo~em de segurança alguma, que dirá os que se aventuram em visitar-nos.
A violência, literalmente tem mostrado suas garras, sem quem a possa deter.

As olimpíadas estão aí, e com ela muitos outros turistas , de várias partes do mundo aparecerão, e isso nos traz a uma interrogação; como proteger, garantir e assegurar o direito de ir e vir de tantas pessoas, ao mesmo tempo? Uma tarefa dificílima e árdua, a ser cumprida.

Na sombra da catástrofe mineira de Mariana, onde um mar de lama destruiu e matou, o Rio de Janeiro apresenta também o seu lado negro. O aterro sanitário de Seropédica, que recebe o lixo da Cidade do Rio, Itaguaí, e Seropédica, apresentou problemas após as fortes chuvas de domingo, e assim permitiu que o chorume derivado do lixo contido,   vazasse e  alcançasse um córrego causando contaminação em suas águas, como se não bastasse, há agora o risco de que este vazamento alcance o Aquífero Piranema, uma reserva de águas limpas que pode ser usada no abastecimento da Cidade.

Pelo visto, estamos todos entregues as baratas, submissos às intempéries, a incompetência e ao desprezo de nossos administradores. Hoje, estamos de pé,, mas o amanhã pertence a Deus. Só nos resta a fé.

Paulo Nercelhas.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

EM BUSCA DE QUEM ME OUÇA

Segundo a Bíblia Sagrada, foi dito pela própria Boca de Deus: " Não é bom que o homem viva só".
Isto, desde a muito demonstra, que o homem não foi criado com estrutura para suportar a solidão, e o isolamento. Há, dentro do homem, a necessidade de se relacionar, de comunicar-se com o seu próximo.       Assim também percebe-se o porque de tal comportamento, visto pois que, foi ele mesmo dotado de inteligência, e sua percepção a respeito de tudo que o cerca, faz com que ele tenda a externar seus pensamentos, transmitindo a outros, o seu "modus pensante", ou seja, o seu entendimento particular a respeito de tudo.
Isto, ocorre com todos nós, independentemente da nossa cor, raça, idade, posição social, ou condição financeira. Temos, sem exceção a necessidade de nos fazer ouvir.
O grande problema, surge, quando estamos inseridos em um ambiente mais evoluído. O mundo de hoje, onde a competitividade reina, todos buscam alguém que lhes possa ouvir, concedendo-lhe a atenção devida, e ao mesmo tempo lhe emprestando a voz.
Sabe-se bem que todos buscam, mas poucos encontrarão esta oportunidade, todos batem , mas para poucos se abrirá as portas.
A sociedade de oportunidades, tem na verdade se revelado como uma grande utopia, já que não há espaço para todos.
Vem este texto e comentário derivar, de um fato real, onde grande amigo, de nome Flávio, escritor, roteirista já com alguns prêmios no exterior, confessar-me sua luta e frustração, no que tange a conseguir apresentar seu trabalho no cenário nacional.
Vê-se que os que hoje dominam este mercado de trabalho, o detém com unhas e dentes, descartando qualquer concorrência, como se somente eles estivessem capacitados para tal, um verdadeiro comportamento egoísta e egocêntrico.
Não compartilham nada com ninguém, nem abrem espaço e oportunidades para que outros possam também expor suas criações.
O tema supracitado, reflete uma necessidade de se ter alguém que nos ouça e nos permita externar aquilo que carregamos dentro do peito.
Nós brasileiros, somos por origem, um povo criativo e de fácil adaptação. Capazes de nos adequarmos  a qualquer situação. Isto posto, muitos são os que, como meu amigo Flávio, tem chegado à muitas criações e projetos, que se materializados proporcionariam grande edificação a quem os visse e ouvisse , mas infelizmente, seguem engessados, postos de lado, enquanto apenas poucos se regalam com a "farta mesa".
Lembro-me também de outro grande amigo, o professor Edivaldo Lopes de Araújo, que em nosso trabalho junto a COPE (Coordenação de Projetos Especiais da UniverCidade), dizia: " Ninguém é tão pobre que não possa ajudar, ou que não tenha nada para compartilhar, ou, quando assim o for, ainda pode ouvir alguém. " Com esse lema, atuávamos em projetos sociais com a prestação de Assistência Jurídica Comunitária gratuita, em muitas comunidades carentes, levando a oportunidade de dignidade e cidadania.
Tudo parte do entendimento, de que quem ouve compreende o seu próximo, e que o ouvir , vem antes do ser ouvido.

Graça e Paz.

José Paulo Nercelhas Júnior. 

A DESVALORIZAÇÃO DO FUTEBOL NACIONAL

O resultado negativo e vexatório obtido pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, é apenas o reflexo do longo período em que nosso futebol foi delapidado. Diogo isso, sem medo de errar, pois o resultado colhido não aconteceu por acaso, mas é fruto de acontecimentos anteriores e repetitivos, que já vinham minando o nosso futebol.
A hiper-valorização  dos jogadores, a falta de estrutura e investimentos nas categorias de base, somadas a ganância empresarial, fizeram com que chegássemos a humilhação em pleno território nacional, uma verdadeira vergonha.
Anos e anos de desmando, fizeram com que a arte futebolística fosse mera coadjuvante nema era de grandes negociações.
As gerações recentes de técnicos e dirigentes, mudaram a cara e a finalidade do futebol brasileiro, passando os clubes a se comportarem e serem tidos como meras máquinas produtoras de jogadores para o mercado exterior, sem se importar com a nossa essência e a alegria de se jogar bola.
Os dribles desconcertantes as jogadas de efeito, a descontração e a alegria de do futebol arte, fazem parte do passado. O amor à camisa, o sangue nos olhos ao se disputar uma partida, só é encontrada nos "tapes antigos", de uma era esquecida, onde velhos ídolos incopiáveis, com sua visão de jogo e tiradas sensacionais, mostravam ao mundo quem mandava em campo.
Hoje, o que se vê, é um futebol medíocre, inanimado, sem alegria, sem tesão, visto que o que motiva os que o praticam é o dinheiro, que podem alcançar e obter.
Enquanto o futebol mundial evolui, o nosso definha.
De quem será a culpa? Ontem, tínhamos oleiros em todos os campinhos, mesmo os mais remotos à caça de talentos natos, e hoje?
Somente aqueles com QI, tem oportunidade. A indicação é melhor moeda, e os favores envolvidos fazem com que o caminho para os grandes clubes se encurtem.
O futebol carioca, é, por exemplo, em minha opinião um dos mais fracos do País. Todo ano, os 04 clubes do estado, considerados grandes, revezam-se na disputa pelo título estadual, não havendo espaço para os pequenos.
Alguns destes clubes pequeninos, já fecharam suas portas, vencidos pelo desestímulo e a falta de incentivo por tarte da Federação.
Uma solução, para reverter a situação presente, seria a implantação do modelo de adoção, onde em cada ano, os quatro grandes adotariam um clube pequeno e nele investiriam com infraestrutura, receita, jogadores e etc...
Isso faria com que houvesse um fortalecimento e equilíbrio no campeonato, tanto no Estadual, como nos campeonatos que esses fossem disputar.
 No ano seguinte, novos clubes seriam adotados e assim, o futebol do Rio de janeiro ganharia em qualidade.
Agora imaginem o efeito produzido a nível nacional, se em todos os estados fosse adotado este modelo? Quantos novos Pelés, Garrinchas, Zicos, Zagalos, Tostões, Furações, Ronaldinhos, Romários, poderiam ser descobertos?
O futebol, está no sangue do brasileiro, o que falta é força de vontade. Precisamos driblar o interesse ganancioso de alguns, e resgatar o amor pelo futebol da maioria. Assim, com certeza, o Brasil voltará a ocupar o topo, a posição de honra de onde nunca deveria ter saído.

José Paulo Nercelhas Júnior.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

UM GRITO NO SILÊNCIO.


            É cediço, que a atual conjuntura do país, bem como a administração pública de forma geral, não inspiram nem estimulam ninguém. Aliás, o que ocorre na verdade é o semear da desesperança no coração do povo, que já muito sofrido, não vislumbra socorro, que dirá uma saída.
            A coisa literalmente está preta, num mesclado tom emanado da corrupção de uns e omissão de outros.
            Os que podem fazer alguma coisa, não o fazem, porque dantes se venderam. Os que deviam bradar e manifestar-se contra, também emudecem ante o medo e ameaças.
            Fato é que, nossa sorte repousa quem sabe no surgimento, quiçá nascimento, de varão de partes roxas, imbuído de caráter força e disposição para deflagrar um basta .
            No mar de corrupção, vejo ainda resistindo, míseros barquinhos de boa fé e seriedade, como a PF que vem teimosamente lançando anzóis, a caça de tubarões devoradores de nossas divisas. O brilho, e o fulgor, pátrio, jaz sepultado com antigos patriotas, que com toda certeza, sacodem-se em seus túmulos, inconformados, mas incapazes infelizmente, de fazer alguma coisa.
            Brasões representantes de nossa glória, antes tantas vezes cheia de brio, na terra ar e no mar, hoje simplesmente decoram alguns monumentos  Como tais, seus comandantes assistem acadeirados em poltronas, o ruir e desmoronar do gigante.
            Ou se levantam os pequenos, ou fazem coro com alguns maiores, mas certo é que a hora já passa, do grito despertador.Gritemos, pois certamente, se não o fizermos, definharemos e morreremos, sendo sepultados e cobertos com pedras de medo e covardia.
            Lembrem-se brasileiros, que vosso berço, vossa terra, são s esperança do fruto de vosso ventre. Que será deles pois, se hoje vos calardes ? Que dirão amanhã, quando acorrentados se lembrarem de vossa omissão ?
            Rogo-vos que não permitais tal acontecimento, interrompendo o ciclo negro da má administração nacional.
            O Brasil é seu, é meu, é nosso, ergamo-nos em sua defesa, e demonstremos a nossa insatisfação.
           

A BUSCA.


         Desde que me entendo por gente, tenho contemplado a correria do ser humano em busca de sucesso e edificação. Esta busca incessante pelo próximo degrau se manifesta já em tenra idade, tendo seu primeiro sinal na disputa pelo espaço e pelos brinquedos.
         Durante a infância, esta busca continuará acontecendo, nos primeiros anos escolares pelo destaque na turma; no convívio familiar pela preferência do amor dos pais,  etc...
         Já na adolescência, com a visão de mundo e o entendimento ampliados, esta busca se refina, e se manifesta na satisfação de desejos materiais e carnais como por exemplo, tipos de roupa, bens móveis ( bicicletas, celulares, tablets, computadores ), novos círculos de amizade e novos ambientes. E mais, mesmo satisfazendo seus desejos de posse e ostentação, percebemos que entre aqueles freqüentadores deste rol de novos amigos, há ainda a preocupação com o destaque, em portar, vestir e freqüentar, sempre melhor que os demais.
         O que dizer então, do momento maior, quando o indivíduo alcança a maioridade, e agora “pseudo-independente” almeja o horizonte, intentando vôos mais altos ? Os melhores carros, as melhores motos, as melhores roupas, são só o começo de uma longa lista, onde se encontram também incluídos, os melhores parceiros(as),  as melhores faculdades, o melhor emprego, que por si só também gerará o maior e melhor salário, e por aí vai, sempre buscando estar a frente, um degrau acima.
         O engraçado, é que essa busca desenfreada se dá, sem a preocupação legítima de alicerçamento e devido preparo, sem os quais, nada do que se conquistou e alcançou se manterá. Se esquecem, de que tudo tem um preço, e que ele deve ser pago, e é exatamente nesta hora, “do equilibrar da balança”, que muitos se perdem.
         Na busca pela ostentação, culminam por conhecer o caminho da facilidade e do imediatismo, e que no final cobra um preço muito mais caro por tudo.
         Há aqueles que cedem ao tráfico, a prostituição, ao roubo, ao furto, ou seja, cedem a ilicitude, como meio de acelerar o tempo de materialização de seus anseios.
         “Há um tempo para tudo e para todos há um tempo”, não podemos nos permitir ceder a ansiedade do consumismo, e objetar dispor daquilo que não alcançam nossas mãos. Muitas são, as conseqüências derivadas deste querer ter desesperado, e maior ainda,  é o número dos que, por causa deste sentimento danoso, se esvaem, ficando a beira do caminho.
         Cada fase de nossa vida é importante, doce e agradável, e precisa ser curtida, apreciada, mesmo as mais difíceis. Todos os minutos e momentos tem seu valor ímpar, e não acontecerão duas vezes. Cada estágio, cada luta, cada passo, cada curva, tem sua razão e seu porquê.

         Vem-me agora a memória, uma certa ilustração, que discorre sobre um jovem observando um casulo de borboleta. Segundo a mesma, dentro deste casulo, bem fechadinho, se encontrava um inseto, que como nós, busca evoluir, e assim se encontrava ali, em plena fase de transformação e mudança. Em certo momento, o casulo começou a romper e um ser, diferente do que inicialmente ali se alojou, intentou emergir dentre aquele emaranhado. O jovem que o observava, achando por tamanho o esforço empreendido pelo inseto, bem como demorada a sua saída rumo a liberdade, achou por bem ajudá-lo, e tomando o casulo em suas mãos rasgou-o, libertando desta forma um ser disforme e frágil, com perna e asas alquebradas. Espantado com aquela visão grotesca e disforme da realidade por ele esperada, viu aquele ser viver apenas alguns minutos e logo depois perecer.

         Conclusão, o esforço desprendido pela borboleta ao se livrar do casulo, é o que  fortalece seu corpo, suas asas e novos membros. Totalmente modificada, agora um degrau acima na escala da evolução, ela precisa aprender sobre si mesma e entender o seu novo momento e o seu “novo eu”, pois só assim ela poderá desfrutar de tudo aquilo que lhe foi ofertado e concedido.
         Da mesma forma, o ser humano deve desprender um esforço, pagar um preço para obter o sucesso, pois nada vem de graça, mas sim como resultado de uma projeção e investimento anterior.
         Não se esqueçam, as rosas são lindas, coloridas, cheirosas e agradam à todos, mas devemos ter em conta que para podermos desfrutar de sua beleza e formosura, foi necessário em momento anterior a este, escavar a terra, proceder ao semeio, adubar, regar, podar galhos e troncos que muitas das vezes nos ferem com seus espinhos, para depois sim, podermos colhê-las e com elas adornarmos nossas vidas.

        Que estas linhas, vos ensine e incentive a se esforçar e trilhar o bom caminho com dedicação e empreendimento da boa forma, para que sua busca pelo sucesso, vos conceda êxito, alicerçado, estável e permanente.

        Grande abraço à todos.



         “ A melhor busca, não é pelo crescimento pessoal, mas sim  a do crescimento coletivo, pois se assim procedemos, vemos e somos visto como iguais, não havendo mais, espaço para contendas, invejas e porfias.”

                                                   Pr. José Paulo Nercelhas Júnior.
                                                             
              

O PAÍS DAS LATINHAS


          Entra ano e sai ano, temos sempre aquela choradeira: "Caramba, a vida está muito difícil". Quem já não ouviu esta frase? Seja Branco, Amarelo, ou preto, novo ou idoso, homem ou mulher, pobre ou rico, tem sempre alguém murmurando e dando uma choradinha.
          Não que tal declaração não seja real e verdadeiramente fundamentada, pois no dia a dia da sobrevivência, não encontramos facilidades. Temos na verdade, é que abrir mão de muitas coisas, para podermos conquistar outras, um verdadeiro "Troca-troca".
          No fim do mês, por exemplo, quando chega a hora de ir ao mercado, tudo custa " o olho da cara". Os preços dos produtos estão sempre mais altos e a inflação, " dita contida", mostra sem dó a sua cara.
          Fazemos muitas substituições, e o que compramos no mês anterior, já não levamos neste, pois seu custo subiu, e assim trocamos por outro mais em conta. Tudo aumenta; ´´agua, luz, telefone, internet, combustível, vestuário, produtos de higiene e alimentares em geral.
          Só o que não aumenta, é o nosso salário, que remando contra a correnteza de preços altíssimos, na verdade culmina por encolher, já que seu poder de compra despenca.
          O povo sofre de todas as formas, e também, com o "aumento" da violência, doenças, da falta de respeito, da corrupção, etc...etc...etc...
          Caramba, o que será de nós ? Como enfrentar esta crise ?
          Ops que crise? Parece que repentinamente, do nada, tudo isso foi posto de lado e esquecido.
          Ao passar pelo salão do meu trabalho ( um supermercado ), vi uma explosão de pessoas, desesperadas, correndo, debatendo-se entre carrinhos e plataformas de cerveja. Latinhas coloridas, azuis, vermelhas ,amarelas, e das mais variadas cores, eram carregadas e empilhadas , como se ouro fossem. Não havia ali, naquele momento, preocupação com outro produto, a não ser , com a "loura", que em pouco tempo degustarão "gelada".
          Solução rápida e prática para superar a crise: ESTOCAR LATINHAS ( cheias é claro).
          Abismado, percebi como o povo se ilude e é enganado. Basta um período festivo, como por exemplo , o carnaval, para esquecer a dor e sofrimento enfrentado durante todo o ano anterior.
          Engraçado, é que o carnaval, a princípio, dura apenas 4 dias, existindo certamente quem o prorrogue, sabe-se lá porque, e logo depois, já na quarta feira de cinzas, reinicia-se longo período de escassez , onde até a dignidade falta.
          Quem sabe podemos resolver o problema do País com esta fórmula?

           Levar tudo numa "Boa", dar um "Beat" na tristeza, pra que nada nos impeça de fazer tudo "descer redondo", sem sofrimento, faremos assim a nossa nação ser a "nº 01". Para isso, basta acreditar que só existe o"Verão", e que o "Sol", é para todos. Fica "Proibida", qualquer manifestação em contrário, e quem não gostar, e não estiver satisfeito, vai reclamar lá em "Itaipava", ou quem sabe "Petrópolis".

           Viram como é fácil? Pronto, o Brasil alcançou sucesso, saiu da crise, e até mudou de nome, hoje, se chama " O país das latinhas".

José Paulo Nercelhas Júnior.