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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ILUSTRAÇÕES QUE EDIFICAM

VASOS QUEBRADOS
Era uma vez um depósito de vasos quebrados.

Ninguém se importava com eles. Eles mesmos não se importavam por estar quebrados, ao contrário, quanto mais quebrados ficavam, mais eram respeitados pelos outros.

Um dia, por engano, um vaso inteiro foi parar no meio dos vasos quebrados, mas, por ser diferente dos demais, de imediato ele foi rejeitado e hostilizado.
Justo ele, que tinha uma necessidade miserável de ser aceito.

Tentou se aproximar dos vasos menos danificados, aqueles que tinham apenas a boca rachada, mas, não deu certo. Depois, procurou se aproximar dos vasos que tinham apenas um pequeno furo na barriga, mas, também foi repelido. Tentou uma terceira vez, com os vasos que estavam trincados na base, mas, não adiantou.

Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir um ferimento, um risco, uma trinca ou, quem sabe, com um pouco de sorte, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante para quebrar os outros. Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho.

E foi isso mesmo que ele fez. E conseguiu o que queria, ser aceito no clube dos vasos quebrados.

Ficou feliz, realizado, mas, não por muito tempo, pois, logo começou a se incomodar com uma outra necessidade, a de ser respeitado pelos demais vasos quebrados.

Para isso, teve que ir-se quebrando. E se quebrou em tantos pedaços que voltou ao pó.

E deixou de ser vaso!

Não vos enganeis. As más companhias
corrompem os bons costumes.

I Coríntios 15.33

ILUSTRAÇÕES QUE EDIFICAM

DOAÇÃO DE SANGUE
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Várias crianças tiveram morte instantânea. As demais ficaram muito feridas, entre elas, uma menina de oito anos, em estado grave.

Ela precisava de sangue, urgentemente. Com um teste rápido descobriram seu tipo sangüíneo, mas, infelizmente, ninguém na equipe médica era compatível.
Chamaram os moradores da aldeia e, com a ajuda de uma intérprete, lhes explicaram  o que estava acontecendo. A maioria não podia doar sangue, devido ao seu estado de saúde. Após testar o tipo sangüíneo dos poucos candidatos que restaram, constataram que somente um menino estava em condições de socorrê-la.

Deitaram-no numa cama ao lado da menina e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto, enquanto seu sangue era coletado. Passado alguns momentos, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico pediu para a intérprete perguntou a ele se estava doendo. Ele disse que não.

Mas não demorou muito, soluçou de novo e lágrimas correram por seu rostinho.

O médico ficou preocupado e pediu para a intérprete lhe perguntar o que estava acontecendo. A enfermeira conversou suavemente com ele e explicou para o médico porque ele estava chorando:
- Ele pensou que ia morrer. Não tinha entendido direito o que você disse e estava achando que ia ter que doar todo o seu sangue para a menina não morrer.

O médico se aproximou dele e com a ajuda da intérprete perguntou:
- Mas se era assim, porque então você se ofereceu para doar seu sangue?

- Porque ela é minha amiga.

[Fato relatado como verídico]

Ninguém tem maior amor do que este,
de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

João 15.13

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PRAZO EM DOBRO

Prazo para registro civil de casamento religioso
pode ser dobrado

Extraído de: Câmara dos Deputados  -  7 horas atrás
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7966/10, do Senado, que amplia de 90 para 180 dias o prazo para o registro civil do casamento religioso e da eficácia do certificado de habilitação para o casamento. A proposta altera o Código Civil ( Lei 10.406/02 ).

Conforme o código, o casamento religioso equipara-se ao civil, desde que obedeça às exigências legais, que incluem o registro em cartório.
De acordo com o autor, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), com a atual semelhança entre o casamento civil e a união estável, não há sentido em um prazo tão curto para o registro do casamento religioso, pois os nubentes de hoje já não são compelidos ao casamento pela intolerância social contra uma união informal preconceito que não existe mais.
Diante da liberdade de opção pela formação das famílias, deixou de existir tamanha urgência, pevista no Código Civil de 1916 , e que serviu ao século passado, mas que se mostra injustificável no Código Civil  de 2002, disse o senador.
Tramitação
A proposta, de caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., tramita em regime de prioridade e será analisada apenas pela Comissão de Constituição  e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: PL-7966/2010
Autor: Agência Câmara

CANCELAMENTO DE TÍTULO


Eleitor faltoso nos três últimos pleitos pode ter
título cancelado.

Extraído de: Tribunal regional Eleitora do Mato Grosso do Sul 
Foi publicada dia 03 no Diário da Justiça Eletrônico a Resolução nº 23.334 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece prazos para execução do cancelamento de inscrições e regularização da situação dos eleitores que não votaram e nem justificaram a ausência nos três últimos pleitos. Tais eleitores têm até o próximo dia 14 de abril para regularizar sua situação, sob pena de cancelamento do título eleitoral.

A partir do dia 9 de fevereiro, os eleitores poderão consultar os nomes e números de inscrição dos eleitores identificados como faltosos às três últimas eleições, por meio de listagem a ser afixada nos cartórios eleitorais.
Para efeito de cancelamento, serão consideradas as ausências às eleições gerais e municipais com data fixada pela Constituição Federal, além dos pleitos suplementares determinados pelos tribunais regionais eleitorais. Conforme a Resolução, não serão computadas as eleições que tiverem sido anuladas por determinação da Justiça.
Os eleitores que detém a prerrogativa constitucional do voto facultativo não precisam se submeter às regras. São eles: os analfabetos, os que à época da eleição tinham entre 16 e 18 anos e os maiores de 70 anos. Também não estão sujeitos ao cancelamento os títulos dos eleitores portadores de deficiência "que torne impossível ou extremamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais".
Prazos
Quem não votou nem justificou o voto nas três últimas eleições deve procurar o cartório eleitoral, a partir do dia 14 de fevereiro e até o dia 14 de abril de 2011, para regularizar sua situação. Na próxima quarta-feira (9), estarão disponíveis as relações contendo os nomes e os números de inscrição dos eleitores identificados como faltosos nos três últimos pleitos.
O dia 2 de maio marca o início do cancelamento dos títulos dos eleitores que não ajustaram sua situação. No dia 6 do mesmo mês, estarão disponíveis as relações contendo os nomes e os números de inscrição dos eleitores faltosos nas três últimas eleições.
Consequências para quem não justificar
Além do pagamento da multa e da possibilidade de ter a inscrição eleitoral cancelada, a não apresentação da justificativa dentro do prazo acarretará uma série de impedimentos ao eleitor, inclusive para obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e obter certos tipos de empréstimos e inscrição.
A falta de justificativa também pode gerar dificuldades para investidura e nomeação em concurso público, renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo e obtenção de certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.
Fonte: TSE

Contribuição obrigatória


Empresa que contrata terceirizado deve pagar
contribuição

Extraído de: Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia  -  03 de Fevereiro de 2011
Decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) afirma que é a empresa que contrata o trabalhador temporário, e não a que cedeu a mão de obra por meio da prestação de serviço, que deve fazer o recolhimento da contribuição previdenciária.

Ou seja: se uma empresa contrata, por exemplo, serviços terceirizados de limpeza, é ela que deve recolher a contribuição do trabalhador, e não a que foi contratada para fazer o serviço.
A decisão foi tomada por meio do rito dos recursos repetitivos. Isso quer dizer que, se processos semelhantes forem julgados, em instâncias inferiores, com o mesmo entendimento do STJ, não poderá haver recurso para o tribunal superior.
"A decisão deverá orientar a solução de muitos outros processos que versam sobre a mesma questão jurídica, e que estão sobrestados [suspensos] nos tribunais de segunda instância", informou o STJ.
O relator do processo, ministro Teori Albino Zavascki, afirmou que, se o tomador de serviço reteve o valor da contribuição previdenciária, descontando-o do preço devido ao prestador de mão de obra, justifica-se a atribuição a ele, com exclusividade, a responsabilidade pelo recolhimento. "Não fosse assim, o prestador suportaria a mesma exação tributária: uma no desconto na fonte e outra por exigência do fisco se o tomador deixar de recolher aos cofres previdenciários o valor descontado", afirmou.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

JUSTIÇA OBRIGA UNIVERSAL A INDENIZAR PASTOR

Igreja Universal é condenada a pagar R$2,6 milhões a pastor expulso por suposto adultérioPelo regimento interno da igreja, teria de ser instaurado um procedimento para se provar o adultério, o que não ocorreu. O pastor recorreu à Justiça com a queixa de que sofreu danos morais, além de ter o seu casamento desfeito.
No entendimento do juiz substituto Glener Pimenta Stroppa, da 49ª Vara do Trabalho, a ex-mulher do pastor, quando deu depoimento como testemunha, mostrou-se “pressionada a firmar declarações mentirosas em relação à conduta infiel” do marido. Disse que o pastor foi exposto a “uma situação constrangedora e de vergonha” diante de sua família.
Stroppa reconheceu que a sentença extrapola a competência da Justiça do Trabalho porque considera aspectos (como adultério) que não fazem parte de uma relação trabalhista. Lembrou, contudo, que tal abordagem tem o amparo de uma emenda constitucional.
Há pelo menos outros dois pastores demitidos pelo mesmo motivo, ambos de cidades do interior paulista. Em uma das gravações de videoconferência de 2008 da Universal obtidas pela Folha de S.Paulo, o bispo Romualdo Panceiro, o segundo na hierarquia da igreja, aparece dispensando-os sumariamente.
Um dos pastores foi denunciado à igreja pela própria amante, uma “senhora casada”. Como prova do adultério, ela citou uma particularidade dele. Nas gravações, o bispo questionou o pastor diante de seus colegas: “Como ela vai saber que seu saco é raspado?”

MARINA SILVA INOVA




Às vésperas de deixar a vaga de senadora, Marina Silva (PV-AC) está preparando o lançamento de um instituto de ações focadas na preservação ambiental e em formação política. A entidade terá seu nome e seria direcionada inicialmente para o público evangélico. A intenção inicial da parlamentar seria evitar um distanciamento do eleitorado devido ao fim do mandato, de acordo com o jornal “Folha de São Paulo”. Além disso, a ideia é vista como uma espécie de preparação para uma possível candidatura à Presidência da República em 2014.
Aliados e especialistas em política observam que sua pretensão é se mostrar como uma referência mais progressista dentro do setor evangélico na política. Durante a campanha eleitoral de 2010, ela se mostrou opositora ferrenha do aborto e do casamento homossexual, mas defendeu a tolerância e o diálogo. A senadora recebeu fortes críticas de outros líderes evangélicos, como o pastor Silas Malafaia, que consideraram sua postura como contraditória. Marina confirmou a criação do instituto, mas negou intenção eleitoral para 2014.

MARQUINHOS DO TRICOLOR

Nomes confundem jogadores dentro de campo. Meia Marquinho pode ser titular no domingo, contra o Olaria

marquinho fluminense 
Marquinho treina nesta sexta-feira
(Foto: Wallace Teixeira/Photocamera)
Nome igual, confusão armada. Um é lateral-direito, se chama Marcus Vinicius, mas gosta de ser chamado de Marquinhos. O outro joga de apoiador, mas também faz a função pela ala esquerda e tem um “S” a menos que o companheiro. Só que o “S” que separa os dois nem sempre é perceptível no momento de uma chamada do técnico Muricy Ramalho, por exemplo.
- Tem que olhar os dois. Se um não olhar, o Muricy vai xingar o outro. Tem que estar esperto sempre. O Mariano se machucou (contra o Bangu, na quinta-feira), e ele (Muricy) deu o grito. Também fiquei olhando. E ninguém quer tomar puxão de orelha dele – brincou o meia Marquinho, sem o “S”.
Apesar das brincadeiras, o nome que pode ser chamado para entrar como titular contra o Olaria, domingo, no Engenhão, é o do próprio apoiador. Além do rodízio natural prometido por Muricy Ramalho, Souza foi expulso na vitória por 1 a 0 sobre o Bangu, na quinta-feira, e a vaga no meio de campo está aberta.
- Preparado eu estou sempre. Não interessa a hora. Acho que fiquei mais tempo que os outros parado, foram dois meses e pela características de força e chute foi mais difícil na minha reabilitação. Se precisar entrar no lugar (do Souza), posso desempenhar um bom trabalho e sonhar agora que 2011 seja melhor. Essa alternância de jogar ou não pode me ajudar a conquistar um lugar no time – lembrou o jogador, que sofreu uma fratura no antebraço direito na reta final do Brasileiro de 2010.
Para garantir seu lugar entre os 11, porém, ele conta com o bom relacionamento, além do futebol apresentado em campo.
- Não é um espaço que gostaria, o que estou agora. Procuro sempre estar no time titular, mas a oportunidade tem todos os dias. Não é só dentro de campo que define tudo. Acho que bom relacionamento com as pessoas também ajuda. São inúmeros fatores.

A ESPERANÇA DE UM FUTURO MELHOR É O FUTEBOL

Se recuperando na casa da avó, Pedro de Andrade teve a perna quebrada pelo próprio pai, na tentativa de salvá-lo de ser soterrado na casa em que moravam, no Morro do Espanhol, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Agora, o menino, de 15 anos, espera ficar bom para realizar seu maior sonho: ser jogador de futebol. “Vou ser melhor do que o Ronaldinho Gaúcho”, avisa ele, que, ano passado, recebeu um convite de um olheiro para jogar numa escolinha de futebol. Mesmo sabendo do sonho, seu pai, Magno Jesus de Andrade, não abriu mão de sacrificar a perna do filho, ao ouvir que ele estava preso.
“A perna dele ficou presa mesmo. A minha sogra se juntou a mim, puxamos, fizemos força e tivemos que quebrar a perna para tirar. Ele falou: ‘pai, vai embora. Salva todo mundo e me deixa aqui’. Eu falei que não, ele podia ficar sem perna, você não joga mais bola, mas ninguém vai ficar aqui. Depois de uns cinco minutos conseguimos tirar ele”, lembra Magno.
Pedro, que fraturou a tíbia, está sem dormir há 10 dias. “Só veio imagens tristes na cabeça. Pensei que ia morrer e, por isso, falei para meu pai ir embora. A dor de quebrar a perna foi o de menos”, diz o adolescente.
Pai relembra momento do deslizamento
A casa em que eles viviam foi condenada pela Defesa Civil. Magno vivia no local há mais de 20 anos com a mulher e os três filhos. “A pessoa tem que vir e olhar o que aconteceu para acreditar. Foi uma coisa muito difícil. Desespero total. Mora aqui há 37 anos e nunca vi isso. Nunca mais vou esquecer. Passei o terror, consegui salvar meus filhos e minha mulher e perdi amigos”, conta ele.
Segundo Magno, foi a mulher dele que, preocupada com os deslizamentos próximos à casa da família, reuniu todos no primeiro andar da casa. “Ela começou a fazer um escarcéu, depois que caiu uma barreira do lado, e começou todo mundo a correr. Ninguém sabia para onde ir porque estava tudo escuro, um breu. Saímos correndo”, lembra.

CASA MÓVEL


A casa se deslocou da esquerda para a direita e parou ao bater em outra residência. 
Casa se deslocou da esquerda para direita e parou ao bater em outra residência. (Foto: Bernardo Tabak/G1)
Uma situação insólita ocorreu em uma localidade conhecida como Buraco do Sapo, no distrito de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Em meio a muita devastação, com construções completamente destruídas, uma casa inteira foi deslocada por cerca de oito metros pela força da enxurrada que varreu o Vale do Cuiabá, onde fica a localidade. A tragédia que assolou a Região Serrana do Rio de Janeiro, na madrugada de 12 de janeiro,provocou mais de setenta mortes e deixou mais de 25 mil desabrigados e desalojados.
A casa que "andou" ficou grudada na outra. 
A casa que "andou" ficou grudada na outra.
(Foto: Bernardo Tabak/G1)
A casa, de dois andares, foi arrancada da fundação e arrastada até se chocar com outra residência. A cena surpreende porque a casa quase não sofreu danos, apesar de o primeiro andar ter sido invadido por água e lama. “A casa andou inteirinha. A minha prima mora no andar de cima e meu tio, no de baixo”, contou o estudante José Mário dos Santos, de 16 anos, que vive em uma casa ao lado.
“A água subiu muito rápido. Em cerca de 20 minutos tomou conta de tudo”, contou o programador de bordados José Renato Ribeiro dos Reis, de 42 anos, um outro tio de José Mário. “Quem mora no Buraco do Sapo, no Vale do Cuiabá, está acostumado a cheias de um metro. Mas, dessa vez, o rio subiu uns quatro metros. Quase invadiu o segundo andar da minha casa. Mais um pouco e a minha família tinha morrido”, recordou Reis.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, disse que só é possível entender o que aconteceu fazendo uma análise no local. “Normalmente, a enxurrada é uma mistura de água com lama e outras coisas. Essa água é mais pesada e ganha muita velocidade ao descer o rio”, explica Guerreiro.
“Nessas regiões, é muito comum construir casas com uma estrutura muito mais forte do que a média. Uma hipótese é a casa ter funcionado como uma estrutura única, muito resistente. Quando veio a enxurrada, a casa cedeu na parte mais frágil, que nesse caso era a fundação. A parte superior andou, e a fundação ficou”, esclarece.
Guerreiro considera remota a possibilidade de trazer a casa de volta ao lugar original. “É uma operação muito complexa, com pouca probabilidade de sucesso. E o custo seria maior do que demolir a casa e construir outra”, explicou Guerreiro. “Fazer uma nova fundação onde a casa parou é uma possibilidade menos remota, mas ainda assim muito cara. A solução tradicional é aproveitar o que for possível, como portas e janelas, e construir outra casa”, complementou.
Moradores querem sair para lugar melhor
Muitas casas e carros foram destruídos no Buraco do Sapo. De acordo com moradores, uma pessoa morreu no local, e outros dois corpos, de pessoas que viviam em outros pontos do Vale do Cuiabá, foram trazidos pelo rio. Além disso, também foram recolhidos dois cavalos e uma vaca mortos. “Eu ainda não consigo responder se vou sair daqui. Estamos muito abalados e a ficha cai aos poucos. Mas não adianta ser arrancado daqui pela prefeitura para morar em um lugar que dê um nó ainda maior na minha vida”, disse Reis.
Já a operadora de máquina Sandra Silva de Paula, de 45 anos, nascida e criada no Buraco do Sapo, quer sair do lugar assim que puder. “Não quero mais ficar na minha casa. Além do rio, também tem um morro que pode desabar”, contou ela. “Se me derem alguma coisa, algum dinheiro pelo que sobrou da minha casa, eu vou tentar começar minha vida de novo”, complementou.