LUZ PARA O MEU CAMINHO E LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS !
Seguidores
terça-feira, 26 de novembro de 2013
PROFESSORA DESCOBRE IRMÃ VIVENDO COMO ESCRAVA !
Professora da Malásia identifica irmã como uma das 'escravas' na Inglaterra
Casal manteve três mulheres em regime de 'escravidão doméstica' durante mais de 30 anos
EFE
Inglaterra - Uma professora aposentada na
Malásia acredita que uma das três "escravas" de Londres é sua irmã
Aishah Mautum, que desapareceu após chegar à capital britânica em 1968 e
unir-se a um grupo maoísta, revela nesta terça-feira o jornal
The Daily Telegraph
.
Kamar Mautum contou ao jornal desde sua casa em
Kuala Lumpur que o desaparecimento de sua irmã levou à família uma
grande angústia, pois não souberam nada sobre ela desde então.
Na última semana, um casal foi detido com
relação ao caso de três mulheres que permaneceram em regime de
"escravidão doméstica" durante mais de 30 anos, mas poucas horas depois
foram libertados até janeiro mediante pagamento de fiança.
Embora a polícia não tenha revelado a
identidade das três mulheres, informou que se trata de uma malásia de
69 anos, uma irlandesa de 57 e uma britânica de 30, retidas em uma casa
do sul de Londres.
As três mulheres foram retidas em uma casa do Sul de Londres
Foto: Efe
Viagem ao Reino Unido
Segundo Kamar Mautum, sua irmã estudou em bons
colégios da Malásia e obteve uma bolsa de estudos da Comunidade
Britânica de Nações para estudar em Londres. Aishah, acrescentou, viajou
ao Reino Unido em 1968 com seu namorado, Omar Munir, e sonhava em
trabalhar e formar uma família, mas depois se envolveu em política e
seguiu para um grupo maoísta.
Kamar Mautum contou também que o desejo de sua mãe antes de morrer era saber o que tinha acontecido com Aishah.
"Me senti angustiada sem ela durante tantos anos. Ela tinha tanto talento", acrescentou.
O pai, que era inspetor de escola e
proprietário de terras, tinha ensinado aos filhos os valores muçulmanos,
mas Aishah decidiu renunciar a tudo, algo que causou tristeza à
família.
Segundo os meios de comunicação britânicos, os
sequestradores são Aravindan Balakrishnan, de origem indiana, e sua
mulher, Chanda, oriunda da Tanzânia, que estiveram vinculados a um
centro maoísta do bairro de Brixton, no sul de Londres, nos anos 70.
Kamar disse que sua irmã e o namorado, Omar
Munir, se sentiram atraídos pela organização Fórum de Estudantes da
Malásia e Cingapura, que tinha reputação de ser um dos grupos maoístas
mais radicais que operavam em Londres.
Assim foi como Aishah conheceu Blakrishnan e sentiu grande admiração por ele, o que a levou a romper a relação com Munir.
Segundo contou à família na Malásia, o Governo
de seu país estava a par das atividades políticas de Aishah e a advertiu
nos anos 70 que teria dificuldades para voltar a seu país.
Segundo a imprensa britânica, Aravindan
Balakrishnan, que nos anos 70 era conhecido como o "camarada Bala" em
círculos políticos de extrema esquerda, foi expulso em 1974 do Partido
Comunista marxista-leninista da Inglaterra, no qual tinha chegado a ser
membro do comitê central, por romper a disciplina da organização.
As três mulheres foram resgatadas em 25 de
outubro depois que a irlandesa fez uma chamada de telefone, em 18 de
outubro, à ONG "Freedom Charity" que, por sua vez, informou sobre a
situação à polícia de Londres.
A polícia indicou que as três sofreram abusos
emocionais e físicos e que trata de estabelecer quais foram as "algemas
invisíveis" que as mantiveram fechadas tanto tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário