ONU pede ajuda para o Paquistão
País sofre com cheias que já deixaram 20 milhões de desabrigados
Paquistão - O secretário- geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu ontem ajuda internacional urgente ao Paquistão, após as enchentes que já afetaram cerca de 20 milhões de pessoas, segundo as autoridades locais. Os danos causados pelas inundações ultrapassam os causados pelo tsunami que atingiu o sudeste asiático em 2004.
O secretário está no Paquistão e acompanha os trabalhos de resgate e recuperação em meio às piores cheias no país em oito décadas. Mais de 1.600 pessoas já morreram. “Estou aqui para pedir à comunidade internacional que acelere sua assistência ao povo paquistanês”, disse o secretário-geral ao chegar ao país.
Ele afirma ter visto várias cenas de desastres naturais no passado em muitas partes do mundo, mas nada comprado a tragédia paquistanesa. O presidente do país, Ali Zardari, que tem recebido críticas pela forma como lidou com o problema, afirmou, em encontro com o secretário e o primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani, que trata-se de uma catástrofe que a região e o mundo nunca viram. “É algo além da imaginação”, destacou. “É hora de mostrarmos força, de enfrentarmos necessidades, um momento para a nação se unir”, apelou o presidente, afirmando ainda que o país terá que se responsabilizar pela sobrevivência dos sobreviventes “por pelo menos dois anos”.
A ONU advertiu também para outros riscos, como os de doenças transmitidas pelas águas contaminadas e confirmou um caso de cólera. Na semana passada, a Organização lançou apelo para o envio de US$ 459 milhões (cerca de R$ 811 milhões) em ajuda de emergência ao país, mas advertiu que no longo prazo serão necessários bilhões de dólares.
Fonte: O Dia on line

Milhares de desabrigados disputam a comida que chega nas áreas críticas | Foto: EFE
Ele afirma ter visto várias cenas de desastres naturais no passado em muitas partes do mundo, mas nada comprado a tragédia paquistanesa. O presidente do país, Ali Zardari, que tem recebido críticas pela forma como lidou com o problema, afirmou, em encontro com o secretário e o primeiro-ministro Yusuf Raza Gilani, que trata-se de uma catástrofe que a região e o mundo nunca viram. “É algo além da imaginação”, destacou. “É hora de mostrarmos força, de enfrentarmos necessidades, um momento para a nação se unir”, apelou o presidente, afirmando ainda que o país terá que se responsabilizar pela sobrevivência dos sobreviventes “por pelo menos dois anos”.
A ONU advertiu também para outros riscos, como os de doenças transmitidas pelas águas contaminadas e confirmou um caso de cólera. Na semana passada, a Organização lançou apelo para o envio de US$ 459 milhões (cerca de R$ 811 milhões) em ajuda de emergência ao país, mas advertiu que no longo prazo serão necessários bilhões de dólares.
Fonte: O Dia on line
Nenhum comentário:
Postar um comentário